O palheiro das batatas
Era um espaço enorme para onde se descarregavam as batatas, apanhadas no início do verão. No inverno, “frequentavam-no” várias trabalhadoras, que escolhiam as batatas melhores para a próxima sementeira, tirando os grelos de outras para melhor conservação , para a alimentação. Era um trabalho penoso... recordo as mulheres, normalmente vizinhas e amigas, com as mãos enregeladas a enroscá-las em xailes escuros já puídos pelo uso e pelo tempo. No verão cheio de maçãs malápias, era o escape das raparigas, que no árduo trabalho das malhas, cansadas e sedentas, se deliciavam com estas maçãs sumarentas
Hoje é um apartamento T2, constituído por cozinha e sala comum em open space, casa de banho completa, com chuveiro , um quarto com uma vista magnífica para as montanhas ( 12m2, cama de casal ) e um mezanino ( 18m2, cama de casal), espaço de sonho e relaxe. É servido por duas varandas, uma virada para a entrada principal e outra virada para a hortinha. A varanda maior serviu, “em outros tempos”, como espaço teatral -palco- de pequenas peças de teatro de cordel, a que assistiam as pessoas do povo. O camarim era no palheiro!
Ficou sempre conhecido como esterlóquio...